Sexualidade

A sexualidade é capaz de influenciar a saúde física e mental e pode ser afetada por fatores orgânicos, emocionais e sociais. O transtorno de qualquer uma das fases da resposta sexual (desejo, excitação e orgasmo) pode acarretar o surgimento de disfunções sexuais. Essas disfunções podem acontecer tanto nos homens como nas mulheres, em uma (ou mais) das três fases que compõem o ciclo de resposta sexual.

Estudos mostram que 50% das brasileiras têm problemas com a ausência de desejo, falta de orgasmo, dificuldade de excitação ou dor durante a penetração, sendo que algumas delas têm mais de uma queixa.

As disfunções sexuais femininas deixam de ser diagnosticadas na maioria das vezes por inibição da paciente (que não relata a queixa) ou do médico (que se constrange de investigar). O diagnóstico desses quadros é de suma relevância, uma vez que interferem na qualidade de vida, além de estarem geralmente associados a questões de saúde geral.

As disfunções sexuais femininas deixam de ser diagnosticadas na maioria das vezes por inibição da paciente (que não falam sobre o seu problema) ou do médico (que se constrange de investigar se algo está errado).

As disfunções sexuais mais frequentes nas mulheres são o Vaginismo (contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico que impossibilitam a penetração ou a introdução de qualquer objeto na vagina), anorgasmia (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo) e Dispareunia (dor durante a relação sexual).

Nos homens os transtornos mais comuns são a disfunção erétil (incapacidade de manter a ereção do pênis) e ejaculação precoce (incapacidade de controlar ou adiar a ejaculação).

 
Como a fisioterapia pode ajudar?

A fisioterapia atua hoje como um dos tratamentos de primeira escolha para essas disfunções, principalmente nas causas musculares (vaginismo e dispaurenia), que precisam de relaxamento de toda a região pélvica e alívio da dor.

Durante o tratamento fisioterapêutico podem ser utilizados diversos recursos como a liberação miofascial pélvica e perineal, eletroterapia, biofeedback, dilatadores vaginais e treinamento muscular do assoalho pélvico. Todas essas técnicas têm como objetivo aliviar as dores sexuais, promover relaxamento e melhora da percepção e o controle dessa musculatura pélvica, além de melhorar a vascularização do períneo.


O trabalho de fortalecimento e conscientização da musculatura perineal também é de fundamental importância, pois diminui a sensação de vagina larga, promove um aumento do desejo sexual e, consequentemente, melhora da excitação e do prazer.