Incontinência Urinária

A incontinência urinária caracteriza-se pela perda involuntária de urina, sendo que os episódios podem ocorrer de diversas formas. Esta condição torna-se um inconveniente, tanto no aspecto social quanto higiênico, visto que nos casos mais graves, esta perda pode ocorrer pela simples vontade de urinar. Embora sua probabilidade de ocorrência aumente com a idade, existem outros fatores que podem provocar o seu aparecimento, podendo afetar pessoas em diversas faixas etárias e níveis sócio-econômicos.

Muitos não falam no assunto por acharem que seja algo natural do envelhecimento, que não existe tratamento, e acabam procurando auxílio apenas quando a disfunção já se encontra em grau avançado. Aproximadamente entre 15% e 30% da população acima de 60 anos apresenta algum grau de incontinência, sendo que nas mulheres a incidência é duas vezes maior que nos homens. A incidência da incontinência urinária na mulher aumenta com a idade, atingindo 25% após a menopausa.

Pessoas que sofrem desse distúrbio, especialmente se forem idosas, apresentam também problemas psicossociais, como a perda da autoestima, isolamento social e o constrangimento. Portanto, a incontinência urinária traz ao indivíduo importantes repercussões físicas, emocionais, econômicas, sexuais e sociais.

Os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento da incontinência urinária são os partos vaginais, cirurgias pélvicas extensas e outros traumas na região pélvica, assim como o avanço da idade, obesidade, menopausa, prolapsos, sedentarismo e tabagismo.

Apesar da incontinência urinária se apresentar na maioria das vezes em mulheres, ela também pode acometer os homens, principalmente após a cirurgia de próstata (prostatectomia) ou radioterapia.

O diagnóstico de incontinência urinária é essencialmente clínico, baseado numa história bem colhida, embora possa ser confirmado por meios auxiliares de diagnóstico (teste e exames, como o Estudo Urodinâmico).

Os sintomas predominantes e os que mais incomodam são que determinam a estratégia terapêutica. Portanto, o tratamento vai depender do tipo e das causas da incontinência urinária, podendo ser cirúrgico ou conservador.

 

Tipos de Incontinência Urinária


Incontinência Urinária de Esforço: Perda involuntária de urina ao esforço (ex: atividades esportivas, carregar peso), ao rir, espirrar ou tossir. É o tipo mais comum de IU.

Incontinência Urinária de Urgência: Perda involuntária de urina associada à urgência (desejo súbito, repentino e urgente de urinar, que é difícil de adiar). A urgência surge frequentemente associada a gestos simples do dia-a-dia, como por exemplo: lavar a louça/roupa, tomar banho ou a introdução da chave na porta ao chegar a casa, e pode ser agravada pelo consumo excessivo de café, chá, álcool e frutas ácidas (apesar de poder ser provocada também por causas neurológicas). É uma das formas de apresentação da Síndrome da Bexiga Hiperativa, que caracteriza-se por uma urgência (uma vontade forte e inadiável de urinar), com ou sem incontinência urinária, geralmente associada à polaciúria (aumento do número de micções diárias) e a noctúria (aumento do número de micções noturnas).

Incontinência Urinária Mista: Perda involuntária de urina associada a combinação dos dois tipos de incontinência citadas acima (urgência e também ao esforço, ao rir, tossir ou espirrar).

Incontinência por transbordamento: ocorre quando a bexiga fica tão cheia que chega a transbordar. Pode ser causada pelo enfraquecimento do músculo da bexiga ou pela obstrução à saída de urina.